ENCONTROS E DESENCONTROS DE CARNAVAL II

De que adianta ter dois amores se no tempo de folia eles voam para outras gaiolas? 

Era o que Isabella se perguntava dia e noite.

Permanecia nesta confusão de corpos divididos até tropeçar na cama e cair  ilesa, absorta, temperamental. Sua bipolaridade controlada sussurrava que era hora de meditar, pois em algum momento as peças do quebra-cabeça do amor não estavam se encaixando... Não era possível que tivesse tanta sorte e tanto azar ao mesmo tempo!

Contava. Um, dois, três, quatro... Nenhuma mensagem. E o pensamento de que o outro (os outros) já estão em abraços melífluos a faz ter raiva de ter assumido pra si e para o mundo essa pessoa libertária, compreensiva e... Humana. Se ela pudesse dava aquelas explosões do tamanho do mundo e diria:

- Volte agora! Pra quê mar? Pra quê lagoa? Pra quê sair com os amigos? Pra quê esse frio e essa distância? Pra quê ficar longe de mim?

Só lhe resta no fim do dia fazer alguma coisa por ela mesma. 
Deva ir a praia, amanhã...
Deva ir.

(Escreve no papel mandingas de amor.)



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