O conhecimento é para todos.
Sempre estive iniciando caminhos. Sempre estive reconstruindo virtualidades. Sempre estive ilhada e nunca soube o que fazer com essa pluralidade de recomeços.
Muito disto existe porque muito eu me autosaboto.
E, outro ponto é que: eu sempre fabriquei escritas para o oba-oba do momento sem precisar exatamente quais são os objetivos dela, quem são os meus leitores, o que eu impulsiono, para onde quero ir a partir disto.
Não que escrever tenha que, necessariamente, ter todas essas funções sociais... Na verdade, acredito hoje que sim. Essa de escrever e criar expectativas de retorno por longos anos me deu pavor, medo, pânico.
Não sei se alego a idade, ou se alego o aprender-na-dureza-da-vida, mas fato é que há certas práticas que não saíram de mim. Quer dizer, que não morreram.
Refiro-me a escrita, ao estudo, ao desejo de ser acadêmica, o amor pelos livros, a busca pelo desconhecido.
Percebi que a insistência que tenho/dou à escrita não vem porque quero e sempre sonhei ser escritora, não. Nem porque eu quero me gabar dos livros que leio, das coisas que faço, dos caminhos que percorro. Não! Tudo isso é besteira!
A minha insistência ela dura porque é através da escrita que sempre eu dialoguei com os meus pares. Foi através da escrita que eu pronunciei as minhas primeiras palavras (claro que não, mas poderia ter sido, rs). Foi com a escrita que eu nutri a única coisa em mim que eu tinha certeza de ser.
Essa certeza não é egocentrismo. É simplesmente a verdade porque foi a ação mais elogiada e impulsionada por meus familiares na minha infância. Recordo-me disto.
Fora isso, tenho problemas com a fala, com expressar opiniões, com exposição. Mas, a Academia tem, forçosamente e obrigtoriamente, feito eu passar por cima disto. Certo que, é uma comunicação tão cerceada que foge um pouco desse meu espontaneísmo e doçura.
(Eu me considero doce quando escrevo)
A Academia, precisamente de 2018 a 2020, mudou a minha forma de ver o mundo. Foi na Academia, precisamente na disciplina de Pesquisa científica que encontrei algo que eu devo fazer e nunca mais retroceder: PARTILHAR.
Nós, graduados em universidades públicas, temos por obrigação retornar o nosso conhecimento para a comunidade. É louvável que façamos isto! Nesse sentido, nessa ânsia, nessa busca eu fiz um movimento virtual hoje que irá me colocar em desafio: uma página de compartilhamento no facebook.
Sem ansiedades.
Mas, penso que já seja um bom começo. Futuramente quero auxiliar graduandos em seus projetos de pesquisa ( a monografia), quero ir em comunidades ofertar aulas de criação de escrita e arte, arte e o ato de ver, arte e a existência, sei lá. Eu quero dividir.
Por enquanto, eu acredito que tudo isso é um bom começo.
O que você me diz?

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